No-Code/Low-Code: o que é e 7 impactos diretos no seu negócio

Parte de um movimento maior para deixar a inovação mais acessível, as plataformas Low-Code e No-Code são ferramentas que permitem que pessoas com pouco ou praticamente nenhum conhecimento de desenvolvimento de software trabalhem e se expressem com editores gráficos e fluxogramas simplificados.

Por muitos anos, a programação foi um privilégio de poucos: para desenvolver qualquer tipo de aplicação, era preciso conhecer não só a lógica de programação, mas também as linguagens, como Java, Python ou C#.

No entanto, com as plataformas Low-Code e No-Code, mesmo quem não tem um perfil técnico pode desenvolver.

Neste artigo, listamos 7 impactos diretos do movimento Low-Code/No-Code em negócios de todos os tipos.

E para falar sobre essa tendência, conversamos com José Faria, Business Strategy na TOTVS. Confira!

Diferenças entre No-Code e Low-Code

Tanto o Low-Code quanto o No-Code buscam agilidade e simplicidade no desenvolvimento de softwares.

Todavia, apesar de serem termos semelhantes e quase sempre aparecerem utilizados em conjunto, existem algumas diferenças fundamentais entre o que é cada um deles.

O Low-Code descreve plataformas e soluções modulares utilizadas por pessoas com perfil técnico que vão programar o mínimo possível no desenvolvimento de um aplicativo.

Já as plataformas No-Code são ferramentas visuais e bem simplificadas.

Elas permitem, em teoria, que um leigo que não conhece nada de programação consiga desenvolver algum produto, como um website, jogo eletrônico ou aplicativo.

“Quando falo de plataformas No-Code, eu ainda vou criar soluções e inovações. Mas não estou falando de uma pessoa técnica, que precisará programar. Estou falando de guias visuais”, explica José Faria.

Usualmente, as plataformas No-Code contam com funcionalidades do tipo drag and drop e oferecem muita assistência ao desenvolvedor durante o processo de criação.

Já no Low-Code, diversas soluções prontas são utilizadas pelos developers para acelerar o desenvolvimento de um software.

7 impactos diretos do Low-Code/No-Code nos negócios

O movimento Low-Code/No-Code ainda está dando seus primeiros passos, mas já existem diversas plataformas e soluções no mercado que são utilizadas no contexto corporativo.

E alguns dos impactos dessa revolução já começam a ser percebidos. Confira!

1. Facilidade para testar novas ideias

Com uma plataforma No-Code, mesmo quem não entende nada ou quase nada de programação é capaz de desenvolver um aplicativo, ainda que com algumas limitações impostas pelo editor.

A grande vantagem aqui é que, quando for preciso experimentar uma nova ideia que parece muito boa na teoria, fica mais fácil criar uma prova de conceito simples que permite testar um pouco dela na prática.

Dessa forma, é seguro dizer que o No-Code favorece a inovação, permitindo que praticamente qualquer um desenvolva a sua ideia de software.

2. Agilidade no desenvolvimento de aplicações

Com o Low-Code e o No-Code, soluções já existentes são reaproveitadas e utilizadas de maneira modular para a construção de um produto final.

A metáfora aqui é como uma caixa de Lego: nela, existem os blocos para construir aquilo que o autor quiser. Basta escolher e combinar o que encaixa melhor, de acordo com o objetivo do produto.

“Em vez de eu construir do zero, eu reutilizo blocos de recursos”, complementa José.

Portanto, o Low-Code e o No-Code são tendências que potencializam o desenvolvimento ágil de software.

3. Flexibilidade para criar produtos adaptáveis

Outra vantagem das plataformas Low-Code e No-Code é a simplicidade em customizar e adaptar um projeto de acordo com as necessidades do cliente final.

Como a ferramenta é modular, remover peças antigas para preenchê-las com outras novas é fácil e rápido.

Diferente do modelo tradicional, em que a alteração do código é algo que pode levar um longo tempo, a adaptação do produto feito em editores é bem mais tranquila, especialmente porque é possível incrementar o software com estruturas e elementos que já estão “prontos”.

4. Disponibilidade maior de mão de obra

Contratar um bom desenvolvedor não é fácil.

Os melhores são profissionais reconhecidos com salários altos que escolhem onde querem trabalhar e, normalmente, preferem grandes empresas de software do que companhias em qualquer outro setor.

“O mercado de desenvolvedores é competitivo e é difícil buscar essas pessoas. Se o profissional que desenvolveu o seu sistema sair da empresa, será complicado conseguir substituí-lo”, detalha José.

Essa dificuldade em encontrar os profissionais certos pode ser sanada com a utilização de uma plataforma No-Code, em que basta ao criador um pouco de noção de lógica de programação e disposição para aprender a utilizar a ferramenta.

Além disso, no Low-Code, um desenvolvedor iniciante, com relativamente pouco conhecimento em linguagens de programação, ainda sim consegue customizar e criar produtos satisfatórios.

E como era de se esperar, a disponibilidade desse tipo de mão de obra é maior.

5. Custo Total de Propriedade do software menor

Outro impacto claro do No-Code é a redução no Custo Total de Propriedade do software, o Total Cost Ownership (TCO).

Contratar desenvolvedores, estabelecer uma infraestrutura e investir na manutenção do código são atividades que podem sair muito caras para uma empresa.

Com uma plataforma No-Code, os gastos são muito menores, assim como o tempo para a formação de soluções. Muitas vezes, é possível buscar por produtos prontos no mercado que podem ser implementados em pouquíssimo tempo e, ainda assim, serem utilizados formalmente pela companhia.

E além do custo menor, o retorno sobre investimento, ou ROI, também acaba sendo maior.

6. Autonomia para times fora da TI

A facilidade de uso do Low-Code/No-Code permite que mesmo quem não tem background técnico crie aplicações simples e teste novas ideias.

Essa democratização do desenvolvimento de software acaba ajudando as equipes de TI em empresas.

Em vez de precisar afunilar todas as demandas de todos os setores em uma mesma equipe de TI, é possível permitir que qualquer um crie uma aplicação simples para, por exemplo, a gestão de RH, as funcionalidades da contabilidade, os detalhes do operacional e muito mais.

Essa independência da empresa em relação à TI é ótima para o negócio e excelente para os desenvolvedores, que poderão focar mais em seus objetivos principais.

7. Simplicidade na customização de ERPs

Por fim, vale dizer que as plataformas Low-Code/No-Code também ajudam na hora de customizar interfaces e camadas superficiais de outros softwares, como o ERP.

Um ERP, também conhecido como software de gerenciamento de recursos ou de gestão integrada, é uma ferramenta poderosa para a administração de qualquer tipo de negócio.

Eles fornecem informações precisas e auxiliam na estruturação de processos.

Contudo, muitas vezes, pessoas sem perfil técnico pensam em alterar especificações do sistema, o que é muito difícil no modelo tradicional.

Com as plataformas No-Code/Low-Code, isso fica mais simples, e praticamente qualquer um é capaz de customizar as camadas externas de um ERP.

E agora que você já sabe o que é o Low-Code/No-Code e os seus principais impactos para a organização, aproveite para entender como a gestão por competências pode ajudar a desenvolver o seu negócio!

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