Estoque parado: quais são as consequências e como evitá-lo?

Produtos precisam se transformar em dinheiro.

Sem esse resultado final, as empresas não obtêm liquidez para pagar os seus fornecedores, honrar a folha de pagamento, investir em oportunidades ou garantir o lucro de proprietários ou acionistas.

Por isso, evitar o estoque parado é um dos primeiros passos para promover a saúde financeira de um negócio e promover o seu crescimento.

Na sua empresa, esse é um problema frequente? Você percebe que, muitas vezes, os recursos financeiros ficam empatados em mercadorias de baixo giro, que precisam de esforços adicionais para deixar as prateleiras?

Então, não perca este post. Vamos falar sobre as consequências de um estoque parado e o que um gestor pode fazer para evitar esse problema.

Quais são as principais consequências do estoque parado?

Vivemos um momento econômico que exige a otimização de recursos.

Tanto a crise financeira quando a competitividade do mercado demandam a redução de custos, o que inevitavelmente passa pela boa administração de insumos e produtos acabados.

A gestão inadequada desses fatores leva a uma série de problemas, que trataremos nos próximos tópicos.

1. Baixa liquidez

Liquidez é a facilidade para transformar um ativo em dinheiro sem que o investidor tenha perdas significativas em seu valor.

No caso de uma empresa, é a capacidade de vender as mercadorias (ativo) para gerar faturamento.

O estoque parado produz exatamente a situação contrária: o gestor precisou comprar produtos e insumos, utilizou os recursos financeiros da empresa para essa finalidade, mas tem dificuldade em obter o retorno esperado.

Sem essa liquidez, a empresa pode enfrentar grandes dificuldades.

O principal transtorno é a falta de caixa para pagar fornecedores, funcionários e impostos, o que leva as empresas ao próximo problema: o endividamento.

2. Endividamento

Sem dinheiro para honrar os compromissos, não é incomum as empresas recorrerem a empréstimos bancários. Como sabemos, os juros praticados pelos bancos no país são altíssimos quando comparados às taxas impostas ao redor do mundo.

O custo desse dinheiro é um peso que prejudica a saúde financeira dos negócios.

Muitos deles contraem dívidas permanentes, o que gera um ciclo vicioso, visto que precisam pedir auxílio novamente às instituições bancárias para pagar despesas periódicas e empréstimos feitos em outros bancos.

3. Custos com a manutenção do estoque

A própria manutenção do estoque gera custos.

É preciso dispor de uma estrutura física e alocar funcionários para a sua organização e manutenção.

Pode ser que o produto ou insumo exija condições especiais de armazenamento, como refrigeração ou desumidificação. Nesses casos, as despesas aumentam.

4. Perda de produtos

Quando ficam muito tempo no estoque, os produtos podem sofrer uma série de danos que inviabilizam a comercialização.

É possível que eles sofram avarias no processo de posicionamento ou deslocamento, percam a própria validade ou sofram os efeitos da temperatura e umidade.

5. Perda por sazonalidade

Alguns setores enfrentam também esse problema.

O segmento de moda, por exemplo, está bastante sujeito à sazonalidade. Os produtos que não são vendidos em uma determinada estação não são aceitos pelo público no período seguinte, o que torna necessário liquidá-los.

Embora as liquidações sejam interessantes para o consumidor, elas representam baixa lucratividade para o comerciante.

Eles precisam colocar os produtos à disposição pelo preço de custo para evitarem um prejuízo ainda maior.

Na indústria, o quadro é ainda mais grave. Dificilmente ela encontrará, mesmo que ofereça grandes vantagens aos distribuidores, compradores dispostos a adquirir produtos com poucas chances de aceitação pelo mercado.

Muitos insumos são descartados, gerando grandes prejuízos.

6. Perda de oportunidades de investimento

O mercado atual é extremamente volátil. A demanda dos consumidores muda constantemente.

Se a empresa não acompanha o timing perfeito de uma “onda” ou moda, ela pode perder a oportunidade de fazer bons negócios.

Muitas vezes, mesmo quando o gestor consegue identificar uma dessas oportunidades, ele não consegue aproveitá-la.

O motivo é a falta de capital, que pode estar reservado para atender a compromissos financeiros ou investido no estoque. Sem a venda das mercadorias, não há dinheiro para essas iniciativas.

Todas essas consequências mostram que estoque parado é sinônimo de prejuízo.

Portanto, esse é um problema que realmente precisa ser evitado.

Como o gestor pode evitar o estoque parado?

Em primeiro lugar, é importante perceber que o estoque parado pode ser resultado de um equívoco na avaliação ou estratégia da empresa.

O excesso de otimismo em relação à demanda faz com que gestores acreditem que haverá uma grande procura, o que os leva a investirem em uma quantidade maior de produtos ou insumos.

Portanto, é essencial compreender a real demanda antes de fazer uma estimativa.

É necessário ter informações precisas a respeito do movimento da empresa, do giro de produtos e, inclusive, da situação do mercado. Elas ajudam o gestor a fazer uma aposta compatível com a realidade.

Muitos administradores têm dificuldade para obter essas informações devido à falta de relatórios gerenciais.

Eles não têm tempo para fazer um levantamento minucioso das vendas realizadas pela empresa e acabam fazendo as compras baseados no feeling ou em estimativas, mas não em dados.

Apesar de ser um problema grave, o estoque parado tem uma solução simples: basear o planejamento de compras nas informações de vendas.

Talvez seja difícil fazer isso quando o gestor precisa reunir informações de diversas fontes, mas não quando ele conta com um sistema automatizado.

Os sistemas de gestão disponíveis no mercado simplificam esse processo. Eles fornecem, a partir de alguns cliques, relatórios gerenciais que facilitam a análise do mercado e do próprio negócio.

Assim, o gestor consegue descobrir rapidamente quais são os produtos que têm maior giro e precisam ser repostos com grande frequência, bem como aqueles que param no estoque e para os quais pode haver pedidos mais espaçados.

O sistema de gestão também ajuda o gestor a identificar os melhores investimentos.

Afinal, nem todas as mercadorias garantem o mesmo retorno financeiro.

Dessa forma, ele pode descobrir quais são os produtos que equilibram demanda e lucratividade e empregar o dinheiro na formação de um estoque mais inteligente.

Finalmente, o sistema de gestão ajuda no controle do estoque.

Ele dá baixa nos itens à medida que são faturados. Portanto, no momento de fazer o pedido ao fornecedor, o gestor sabe a quantidade exata de produtos que ainda estão disponíveis na loja.

Toda essa informação traz uma enorme vantagem: ajuda o gestor a realmente conhecer a demanda do negócio, a entender como o mercado recebe os seus produtos e, até mesmo, os fatores que interferem nessa aceitação.

Dessa maneira, ele se torna cada vez mais consciente dos fatores que impactam as vendas e está preparado para uma tomada de decisão mais certeira, evitando o estoque parado e aumentando os lucros do negócio.

Entendeu quais são as consequências do estoque parado e como o gestor pode evitar esse problema?

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