Vírus preocupam escritórios de advocacia

Dois tipos de fraude têm crescido nos últimos anos e afetado grandes empresas no mundo; única maneira de se proteger é com prevenção

Nos últimos dois anos, 41% das grandes empresas espanholas foram afetadas pelo vírus Rancomware, conhecido por sequestrar dados do computador e cobrar pelo resgate em bitcoin, a “moeda da internet”.  No Brasil, a fraude tem sido motivo de crescente preocupação, especialmente entre escritórios de advocacia.

Por trabalhar com um grande volume de dados – acompanhamento de processos, prazos, controle de faturamento – os escritórios de advocacia podem ser especialmente afetados pela ação dos criminosos.  Segundo Percy Arjona, diretor comercial da TOTVS Juritis, foi notado um aumento de casos no setor jurídico, especialmente em 2016. “Isso é muito preocupante. A segurança é uma questão central para um escritório de advocacia que, se afetado, pode chegar até a fechar as portas”, explica.

Em março de 2016, o FBI, agência do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que atua na investigação de crimes de âmbito federal, emitiu um alerta sobre o Ransomware MSIL/Samas, considerado um dos vírus mais perigosos atualmente, pois ele não infecta computadores individualmente, mas sim redes inteiras. O Kaspersky Lab divulgou que, em janeiro de 2016, num golpe em máquinas individuais feitas com um Ransomware brasileiro, os criminosos pediam cerca de R$ 2 mil em bitcoin.

No levantamento da Espanha, feito pela Opinium Research com 200 CEOs de tecnologia de grandes empresas do país, mais da metade (52%) declarou que decidiu pagar o resgate. Mas apenas 36% deles recuperaram seus dados. “Nunca recomendamos pagar pelo resgate de dados. Não há garantia de que o acordo seja cumprido e os ataques podem continuar”, explica Arjona.

Outro vírus perigoso é o Dirty Cow, que aproveita uma vulnerabilidade do sistema operacional Linux e consegue converter um usuário “comum” em um usuário “administrador” (root) com amplos poderes. O ataque consiste em explorar uma falha no subsistema de memória do “Kernel”, onde é possível quebrar os mapeamentos privados de memória.

A única solução para ambos os casos, segundo especialistas, é a prevenção. Ao garantir um back up atualizado, o escritório se protege contra os prejuízos de uma eventual perda de dados. O modelo mais comum é gravar as operações em fita magnética por dia, semana, mês e ano. Tudo deve ser gravado: arquivos, dados e todo o ambiente operacional do computador. Uma política de armazenagem estruturada garante a eficiência da operação.

Além de garantir a armazenagem em fita, a TOTVS também oferece a possibilidade de gravar os dados em nuvem, o que permite o acesso a partir de qualquer dispositivo conectado à internet. As vantagens são tanto operacionais quanto de redução de custos: não é preciso espaço físico para armazenagem, levar e trazer as fitas, etc. Melhor ainda seria integrar o armazenamento de dados a sistemas de gestão que façam a cobertura de todo o escritório. “A nossa proposta é dar solução para todos os problemas, desde a infraestrutura até a gestão. Essa é a vantagem da TOTVS”, garante Arjona.

 

 

 

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