Terceirização de armazenagem e de gestão de estoque é tendência

Redução de custos e eficiência nas operações promovem crescimento de atividades das operadoras logísticas

A busca por redução de custos de pessoal e de equipamentos logísticos – despesas que cresceram cerca de 30% nas grandes empresas em 2015, segundo a Fundação Dom Cabral – e a oferta de novos armazéns em diferentes regiões do país, nos últimos quatro anos, estão fortalecendo a tendência de terceirização nos serviços de armazenagem e de gestão de estoque no Brasil.

Pesquisa desenvolvida pela Fundação Dom Cabral (FDC), no segundo semestre de 2016, aponta que 59% das empresas contratam empresas especializadas para suas operações de distribuição e armazenagem. “Em momentos de crise, a terceirização surge como uma oportunidade para as empresas concentrarem os esforços em suas atividades fins e o resultado final é a redução de custos”, afirma Paulo Renato de Sousa, professor da FDC. Ele acrescenta que o momento é favorável para as empresas logísticas ampliarem sua carteira de clientes, desde que comprovem ser mais flexíveis e eficientes em suas operações.

Ao mesmo tempo que as empresas de manufatura procuram terceirizar, os operadores logísticos continuam investindo em inovação constante de equipamentos e soluções de tecnologia. Para ganhar market share, é fundamental que as operadoras logísticas entendam as necessidades do mercado e saibam o que as indústrias contratantes procuram para poderem determinar onde investir e empreender esforços. “De 2014 para cá, é possível observar uma grande profissionalização do setor”, acrescenta Sousa. “Cerca de 40% das empresas ainda têm resistência em terceirizar suas operações. Assim, é grande o espaço para ampliar as atividades das operadoras logísticas”, conclui.

Para Edson Carillo, vice-presidente de Educação da Associação Brasileira de Logística (Abralog), esse é o momento da terceirização logística. “Para o contratante, há vantagens, como a redução de despesas com armazenagem e gestão de estoque, considerando-se que o fornecedor especializado pode combinar operações similares de vários clientes, diluindo os custos. E mais: por ser experiente na atividade, a operadora logística pode oferecer melhor nível de serviço, com tecnologia atualizada, e custos competitivos”, analisa.

Segundo Claudinei Marcondes Rubio, analista de soluções da TOTVS, as operadoras têm hoje mais oportunidades de ampliar seus negócios. Com a maior procura por serviços terceirizados, há uma mudança no modelo de negócio. “Tem transportadora incorporando atividades de operadoras logísticas e vice-versa. O setor logístico está lucrando com essa unificação de serviços, enquanto as empresas clientes economizam com pacotes completos de transporte, armazenagem e distribuição.”, analisa Rubio.

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