Tecnologia em nuvem veio para ficar

Consolidado no setor jurídico norte-americano, o uso de soluções cloud computing nos escritórios de advocacia brasileiros é tendência

Em 2017, a prioridade das pequenas e médias empresas brasileiras será investir em tecnologia. Para reduzir custos e aumentar a eficiência, os investimentos serão feitos em soluções em nuvem (cloud computing) e mobilidade. Os dados são da pesquisa Brazil Small & Medium Business: ICT & Cloud Services Tracker Overview, realizada pela AMI Partners.

Segundo o estudo, que mapeou tendências e perspectivas na migração para novas tecnologias, 48% das médias e 30% das pequenas empresas consideram o investimento em TI como prioridade nos próximos 12 meses. Apenas 23% das pequenas e 27% das médias empresas pretendem priorizar corte de gastos ou o encerramento de operações e unidades de trabalho (12% médias e 16% das pequenas).

“A nuvem é uma tendência que, com certeza, não volta mais. E ela veio para ficar nos escritórios de advocacia também,” afirma Carlos Manino, diretor da TOTVS Juritis.

Recentemente, a TOTVS lançou o Legal Desk, solução em nuvem e com interface amigável para escritórios jurídicos. Isso quer dizer que dados do escritório – inclusive o módulo financeiro – podem ser armazenados e acessados de forma segura pela internet a partir de qualquer dispositivo – celular, Ipad, computador ou notebook. “Até o final de 2017, todos os setores da gestão de um escritório de advocacia também estarão integrados para serem disponibilizados pela nuvem,” adianta Manino.

A primeira vantagem de migrar os dados para a nuvem é a redução de custo, explica Percy Arjona, diretor comercial da TOTVS Juritis. “A cada três ou quatro anos, é preciso atualizar todo o hardware de um escritório, pela própria obsolescência dos aparelhos. Isso demanda um alto investimento,” diz.

Na nuvem, além de não ser preciso o investimento na troca de hardwares, há maior segurança no processamento de informação, e não é preciso manter uma sala para armazenagem de servidores, por exemplo. Para escritórios que não tenham a cultura de dados em nuvem, os executivos da TOTVS sugerem começar migrando pelo backup, para só depois, à medida do momento da atualização dos hardwares, migrar outros produtos.

Para o diretor Carlos Manino, é apenas uma questão de tempo para que a maioria dos escritórios jurídicos brasileiros esteja na nuvem. “Acompanho os principais eventos nos Estados Unidos e posso dizer que, no Brasil os escritórios de advocacia seguem exatamente todas as tendências do mercado americano. A diferença é o tempo. Enquanto a nuvem lá fora já é comum, aqui ainda há uma questão cultural que aos poucos está sendo superada”.

 

 

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