Tecnologia é arma contra crise no varejo

Com a contínua queda nas vendas, foco do setor é automatizar processos para reduzir custos e aumentar a eficiência

Com a recessão econômica e o alto índice de desconfiança do consumidor, a palavra de ordem no comércio para 2017 é enxugar custos. Isso, contudo, não significa redução nos investimentos. Muitas marcas, para cortar despesas, apostam em soluções de tecnologia, entre outras tecnologias, para automatizar processos e elevar a eficiência da operação.

“Acreditamos que até a metade de 2017 haverá um equilíbrio no saldo do varejo, com a recuperação se iniciando no segundo semestre”, afirma Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A entidade estima queda de até 6% no faturamento do setor em 2016. “A ordem principal entre as empresas é manter a sobrevivência e, nesse sentido, a alternativa é enxugar custos e automatizar processos”, complementa.

Ana Vecchi, sócia-diretora da consultoria Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica faz a mesma avaliação. Segundo ela, a automatização é fundamental para permitir a redução de custos e de retrabalhos, além de gaps na gestão. “Processos e seus respectivos indicadores são vitais para uma boa gestão. O varejo vem adotando a cultura da indústria e está adotando os melhores modelos de gestão”, avalia.

A consultora acrescenta que, juntamente com softwares de retaguarda, o varejo se valerá de outros tipos de tecnologia, principalmente no ponto de venda (PDV). “Apps, e-commerce e redes sociais se unindo aos PDVs físicos será cada vez mais frequente. Agregar canais de vendas, provadores virtuais, terminais de pagamentos móveis, etiquetas RFID, que permitem melhor controle de estoque, e convergência com o canal digital, com a compra online sendo retirada na loja, serão tendências ao longo do ano”, acredita.

Tecnologia

O apelo tecnológico também se faz necessário por conta da necessidade do varejo atuar em mais de uma frente, avalia André Richter, diretor Varejo da Bematech. “Multicanalidade é a marca do varejo atual. A TOTVS e a Bematech ofertam desde softwares de retaguarda até soluções para o atendimento na ponta, como ferramentas voltadas para o PDV”, afirma.

Richter cita o TOTVS Live, produto que roda na nuvem e é multiplataforma. De acordo com o executivo, a ferramenta é um software ponta a ponta, com gestão de processos, um módulo de motor de promoção e uma plataforma de fidelização, que trabalha junto com o Customer Relationship Management (CRM) e pode fazer disparos de e-mail marketing ativos para o consumidor. Tudo integrado.

Segundo ele, o TOTVS Live roda bem para redes e franquias ou empresas com mais de uma loja, além de servir para marcas que têm apenas uma unidade. “O software se sustenta neste tripé: gestão, fidelização e promoção de venda”, afirma Richter. “Há ainda um quarto componente importante, que é o GDI (Gerador de Indicadores), que, se integrado ao TOTVS Live, atua como uma solução de Business Intelligence (BI)”, afirma o executivo. “Temos um app do GDI, que permite aos gestores olharem em tempo real os indicadores pelo celular para tomada de decisões”, finaliza.

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