Personalização do ensino é a aposta educacional

Modelo é adotado pela Steve Jobs Schools e já pode ser replicado em diversos países, inclusive no Brasil

Reconhecida como “uma das escolas mais inovadoras do mundo” pela publicação especializada Tech Insider Magazine, a Steve Jobs Schools vai além do uso de aparelhos tecnológicos, como se esperaria de uma escola cujo nome é uma homenagem ao criador da Apple. A Steve Jobs Schools, fundada em 2011 pelo empresário e pesquisador holandês Maurice de Hond, se concentra na principal tendência educacional para os próximos anos: a personalização do ensino.

O intuito é usar a tecnologia para dar aos alunos a liberdade de aprender em seu próprio tempo. Estratégias educativas são adaptadas a interesses, ritmo e formas de aprender de cada estudante. A tecnologia é, portanto, uma ferramenta para se alcançar a autonomia, e não é o objetivo em si. Parece muito inovador para ser realidade fora das instituições de ensino da Holanda, país de origem do idealizador da Steve Jobs Schools? A experiência de sucesso da escola em outro continente mostra que não é. Depois de abrir duas unidades na África do Sul, no início de 2016, a ideia é lançar mais de 40 escolas pelo mundo. Na Holanda, já são mais de 20 unidades.

O ensino adaptado à cada criança – uma necessidade intrínseca ao trabalho do professor – se tornou uma possibilidade real agora por conta do surgimento de plataformas tecnológicas que apoiam a personalização e o desempenho individual dos alunos. No caso da Steve Jobs School, as avaliações são realizadas a cada seis semanas, com a participação do aluno, dos pais e do mentor.

No Brasil, já há softwares capazes de analisar os perfis dos alunos para traçar trilhas de estudo, de acordo com cada caso. O sistema fornece informações de desempenho, o professor pode identificar onde o aluno está tendo dificuldades e oferecer reforços individualizados.

Combinadas com outras tendências educacionais, como a mobilidade no acesso a conteúdos e o modelo híbrido de ensino (presencial + online), as plataformas adaptativas têm potencial para revolucionar a área educacional nos próximos anos.

Um passo além – já possível para as escolas brasileiras – é combiná-las também com sistemas de gestão educacional, que misturem formas de comunicação direta com os alunos, como redes sociais sob medida. “Com ferramentas disponíveis no mercado, como a solução TOTVS para gestão educacional, é possível mesclar dados de desempenho do aluno com outros setores, como o financeiro, e prevenir índices de evasão ou inadimplência”, explica Márcio Freire, arquiteto de Soluções da TOTVS.

As opções tecnológicas para as escolas estão cada vez mais abrangentes e acessíveis, de modo a permitir que os estabelecimentos de ensino se conectem com as demandas da nova geração. “Hoje, o aluno de 7 anos entra em sala com um celular de última geração na mão, com uma grande quantidade de itens feitos especialmente para ele. A escola vai se adaptar a esse novo tempo”, prevê Freire.

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