O impacto da queda do petróleo para o setor sucroenergético

Com o petróleo a US$ 26 o barril e a enorme descoberta de gás de xisto nos Estados Unidos tornam-se inviável economicamente qualquer fonte alternativa de energia.

Doravante se o preço do barril de petróleo continuar abaixo de US$ 60 o Pré-Sal, Destilarias de etanol, Usina flex – cana de açúcar e milho como matéria prima e outras fontes limpas de energia não serão economicamente viável.

Somente uma política de Estado visando o meio ambiente na redução de gás carbônico na atmosfera tornará possível o uso de fontes alternativas de energia, contrapondo o uso de petróleo.

A partir da década de 70, países árabes por meio de um “cartel”, elevaram o preço do petróleo de US$ 4 o barril para mais de US$ 115 o barril nos últimos anos. Em função desta medida houve uma necessidade incessante na busca novas fontes de energia alternativa.

Em 1975 o Brasil instituiu o Programa Nacional do Álcool visando ter outro caminho a substituição da gasolina e ou adicionando um percentual de álcool na gasolina. Um programa que além de reduzir a dependência de petróleo, gerou emprego e renda e o mais relevante foi o avanço tecnológico de nossa agricultura.

Para tanto é inevitável o Brasil realizar uma nova revolução agrícola com aumentos relevantes na produtividade, investimentos maciços em P&D, na agricultura de precisão e principalmente na gestão agrícola (dentro da fazenda).

Portanto o etanol pode tornar-se inviável decorrente do preço da gasolina e a opção das usinas produtoras será estimular a produção de açúcar no curto prazo e na bioeletricidade no longo prazo. Nas duas últimas safras as usinas que tiveram resultados positivos foram as que fizeram cogeração, representando até 20% das receitas totais.

Destacamos a questão da revolução da tecnologia da informação (TI) que já resultou na evolução dos Países que têm as habilidades e capacidade para absorver novas tecnologias.

Países em desenvolvimento têm assumido que a priorizaçao da TI pode ser o seu motor do crescimento, que exerceram uma série de esforços na tentativa de superar as barreiras iniciais da era digital. Estudos comprovam,  quanto mais alto os investimentos em  TI resulta em maior produtividade total dos fatores de produção, como exemplo historico podemos destacar a Coreia do Sul. Ao priorizar a tecnologia de informação (TI) se abre um novo caminho através de : criação de tecnologia, transferência de tecnologia e reforço da capacidade de absorção tecnológica dos indivíduos através de níveis educacionais mais elevados. Consequentemente a estrategia do uso da  TI e maior nível de escolaridade tendem a ser relativamente mais importantes dos fatores que afetam o crescimento e desenvolvimento.

Na TOTVS com posicionamento de “continuous improvement” possibilitou uma nova versão do LOGTRA – Logística de Recursos (Matéria Prima), Pesagem de Cana e laboratório de Sacarose com conectividade, mobilidade e integração com telemetria buscando o aumento de produtividade e geração de renda, que fazem parte da suíte da gestão agrícola TOTVS (PIMS CS).

A integração da cadeia do agronegócio – da fazenda à gondola do supermercado  o Brasil é dos mais eficentes no mundo. Conforme o Professor da Harvard Business School Dr. Ray Goldberg o  “Agronegócio é a soma das operações de produção e distribuição de suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do armazenamento, processamento e comercialização dos produtos agrícolas e itens produzidos a partir deles. E envolve desde a pesquisa científica até a comercialização de alimentos, fibras e energia”.

Com esta infraestrutura integrada a TI, o Brasil tem capacidade de torna-se o supermercado do mundo nos próximos anos. O que necessariamente precisamos é uma política de Estado com uma visão estratégica para o agronegócio tendo a seguinte princípio: se o Brasil aderir uma estratégia de grande produtor de alimentos e energia o País enfrentará em condições de igualdade as variações do preço do petróleo.

Coragem e criatividade são chaves para enxergar oportunidades e superar a crise. Com a sensibilidade voltada aos desafios do setor sucroenergético, a TOTVS consegue apresentar soluções a seus clientes na medida de suas necessidades e contribuir sobremaneira para o sucesso do agronegócio.

Com colaboração do economista Carlos Araujo, consultor TOTVS.

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