Gestão de grandes fortunas em alta

Resultado de imagem para Family Office

Com a Lei da Repatriação, a expectativa é que as oportunidades para os family offices sejam ainda maiores

A administração de grandes fortunas familiares está movimentando os serviços financeiros brasileiros e deve ganhar ainda mais fôlego com a Lei da Repatriação, prevista para vigorar a partir de 2017 e que incentiva o envio de recursos não declarados no exterior de volta ao país.  “Com a alta volatilidade do mercado e as incertezas políticas, as famílias bilionárias estão buscando uma consultoria especializada para administrar suas fortunas. A Lei de Repatriação é uma oportunidade para os family offices nacionais aumentarem os recursos em carteira, já que muitos investidores terão que regularizar sua situação”, avalia Sergio de Wit, consultor de Produtos Financial Services da TOTVS.

O family office é um serviço de atendimento diferenciado que nasceu, na virada do século passado, para gerir o patrimônio de clãs tradicionais nos Estados Unidos, como os Rockfellers. No Brasil, o mercado para esse serviço financeiro especializado é bastante atrativo. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em dezembro de 2015, o volume total de recursos geridos por family offices brasileiras era de R$ 74,6 bilhões. Em julho de 2016, o valor em carteira saltou para R$ 85 bilhões, alta de 13,9% no período.

As primeiras famílias brasileiras a estruturarem family offices foram os Diniz (do Grupo Pão de Açúcar) e os Leal e Passos, sócios da Natura. Hoje, estima-se que existam centenas de administradoras no país.  Muito além de um private banking, essa atividade não engloba apenas serviços de investimento financeiro, mas um amplo espectro de outros tipos de atendimento, como consultorias contábil, jurídica (acordos societários, por exemplo) e fiscal.

“O portfólio de produtos financeiros de investimento é bastante diversificado, indo desde títulos públicos e privados a participação em fundos de investimento e imobiliários. Até mesmo participação em empresas e obras de arte são enquadradas”, explica de Wit. Há no mercado os chamados single family offices, que gerem recursos de uma única família, e os multi family offices, que atendem diversos clientes. O investimento mínimo gira em torno de R$ 3 milhões.

Com o Amplis, a TOTVS oferece tecnologia de ponta para quem atua nesse segmento. A solução tem funcionalidades como alocação automática de ativos de renda variável e cotas, controle e simulação de enquadramento conforme a regras de composição da carteira pelo investidor, entre outras. “Por ser um software modular, ele pode ser totalmente customizado para as necessidades do cliente, que, no caso das family offices, os módulos de gestão de ativos, tributação e de enquadramento de ativos seriam contratados pelo cliente, não sendo necessário o módulo de informes legais ou de contabilidade”, explica Wit.

“Um diferencial do Amplis é disponibilizar, via web, um conjunto de informações por meio de relatórios customizados pelo próprio usuário (Dinâmicos), espelhando a posição e movimentação da carteira. Além disso, a ferramenta é multiplataforma podendo algumas informações serem acessadas pelo celular e opera na nuvem, o que reduz sensivelmente os custos de nossos clientes”, finaliza.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *