Bloco K – Estrutura de Produtos e Subprocessos Quebra de Paradigma do Chão de Fábrica

A divulgação da estrutura de matérias primas utilizadas no processo produtivo vem ocasionando um certo desconforto nas indústrias brasileiras.

Isto porque, as empresas consideram que a divulgação de sua estrutura ofende a proteção constitucional do segredo industrial ou a propriedade intelectual.

Para o governo, no entanto a divulgação dos produtos utilizados no processo produtivo tem apenas a finalidade de informar quais são as mercadorias utilizadas como base, como matéria prima na construção de um produto acabado e que não constitui em ofensa ao princípio da proteção intelectual justamente porque o modus operandi não será demonstrado. O fato de divulgar os itens não significa que os concorrentes saberão a forma de se chegar ao produto acabado.

Independentemente desta discussão ainda estar longe de terminar, foi estabelecida a obrigatoriedade para o Bloco K em 01/01/2017. Com isto as empresas precisam agora voltar seus olhos para os controles que hoje utilizam, e identificar o que é obsoleto ou não, para então se adequar aos novos procedimentos determinados pela digitalização do Livro Registro de Controle de Produção e Estoque.

Agora, ter um estoque estruturado e um processo produtivo que vai da requisição dos recursos para a produção até a finalização do processo industrial muito bem documentado é primordial. Setores como o departamento fiscal, contábil, estoque e compras, chão de fábrica e faturamento se reúnam e redesenhe a forma de administrar a base de sua empresa, ou seja, reestruturar a forma de se trabalhar com produção no país.

É necessário fazer um levantamento de todos os processos, mapeando:

  • A entrada do produto em estoque a partir da aquisição
  • A saída do produto do estoque para a produção
  • As matérias primas utilizadas pela empresa
  • As sobras do processo produtivo
  • As perdas do processo produtivo
  • O retorno dos produtos não consumidos para o estoque
  • O envio de insumos a terceiros para a produção de produtos intermediários
  • O retorno desta produção de terceiros
  • A devolução dos insumos não consumidos por terceiros
  • As sucatas o que fazer
  • A reutilização dos produtos não consumidos em um novo processo produtivo
  • Os apontamentos do processo produtivo
  • A informatização do processo produtivo
  • As notas fiscais que devem ser emitidas

Note que estes são apenas alguns dos pontos importantes a serem amplamente discutidos dentro das empresas. Dependendo do tamanho e do grau de sistematização das indústrias, estes levantamentos podem ser muito maiores e mais ou menos desgastantes.

Será preciso prever e descrever com total transparência todo o caminho percorrido para se chegar a qualquer produto acabado produzido no país e comercializado aqui ou fora dele.

A mudança nas diretrizes de controle de produção e estoque, imposto pelo Governo Federal e o embate com as empresas do setor industrial, demonstra o quanto ainda a sistematização e informatização de determinadas empresas são onerosas para todos.

A quebra deste paradigma é criticada não só pela imposição, mas pela dificuldade encontrada em sair de uma era manual e arcaica para uma nova fase globalizada e provida de novas tecnologias e formas de controle informatizados.

Ficou curioso em relação ao tema? Participe do webinar que preparamos para esclarecer ainda mais sobre Estrutura de Produtos e Subprocessos  Quebra de Paradigma do Chão de Fábrica clicando aqui.

 

 

  1. Boa tarde
    assistia a segunda parte do webinar referente ao bloco K e recebi o link para rever.

    Gostaria de receber o link para assistir a primeira parte deste webinar.

    É possível me passar o link?

    Agradecido
    Marcos Pasquotto
    Elevadores Zenit

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